A principal feira mundial de máquinas para construção, a Bauma, recebe as inovações da CASE Construction Equipment, marca da CNH Industrial, entre os dias 8 e 14 de abril, em Munique, na Alemanha.
Após estrear no evento com a revelação da pá carregadeira inédita, movida a metano, a CASE inova mais uma vez com a exposição da retroescavadeira conceito 580N Accessibility, solução brasileira com foco na inclusão de pessoas com mobilidade reduzida ao mercado de trabalho e maior disponibilidade de mão de obra.
“Esta é uma solução que permitirá a inclusão de pessoas com necessidades especiais no segmento de construção. Pela primeira vez, profissionais com privação dos membros inferiores poderão operar máquinas rodoviárias”, afirma Maurício Moraes, gerente de Marketing da CASE para a América Latina.
De acordo com o gerente, esta é uma aposta pioneira da marca com criação totalmente brasileira. “Realizamos pesquisas nos diversos mercados de todo o mundo e não encontramos soluções de acessibilidade estruturadas para este tipo de aplicação, por isso, desenvolvemos uma solução nacional, alinhada às nossas estratégias de futuro e sustentabilidade”, esclarece Moraes.
A 580N Accessibility tem as mesmas funções e configurações que o modelo sem o recurso de acessibilidade, explica Moraes. A principal modificação é a plataforma de elevação, capaz de permitir o transbordo da cadeira de rodas para o assento desta plataforma.
A ergonomia e o espaço interno se mantêm, principalmente porque a plataforma de elevação ficará posicionada externamente à cabine, justamente para garantir a operação de máquina em qualquer condição. As dimensões externas da máquina também serão preservadas.
Um joystick é usado para movimentar e introduzir o operador na cabine da máquina até a posição de transbordo para o assento. Também houve o reposicionamento de suportes de mão e dispositivos para permitir uma nova dinâmica de operação.
Os comandos de aceleração e freio, por exemplo, foram transferidos de pedais para as mãos, permitindo a integração da máquina ao operador. “Essa é uma das opções para os comandos da máquina conceito, mas claro que demandas diferenciadas estão sendo estudadas até chegarmos ao modelo padrão”, completa Moraes.
Outra vantagem do modelo é que, por ser totalmente inclusiva, ela também pode ser operada por profissionais sem necessidades especiais.